O 2o Enduro dos Goytacazes foi uma etapa de elevado nível, com grande parte do percurso composto de trilhas, que adicionado ao elemento água, exigiu muita habilidade dos participantes – os últimos a largar encontraram um piso bem mexido e instável.
Saímos da Olho d’água fazendo um percurso rápido em área de pasto da própria Pousada, para que o público apreciasse algumas manobras nos obstáculos naturais do terreno e que serviu para esquentar os pilotos. Um pequeno neutro e partimos subindo o Sossego, onde fizemos um balaio na curva após a laje de pedra – primeiro engarrafamento, onde uns pilotos tentavam o balaio ao contrário.
Seguimos pelo Sossego até a entrada da Matinha do Sossego – outro engarrafamento no cotovelo na Matinha. Neste ponto, vários ajudantes desagarrando motos liberaram o trânsito. A Matinha estava muito escorregadia, e acompanhar a média neste ponto tornou-se até perigoso. Na saída da Matinha, novo engarrafamento formado antes de retornar ao Sossego.
De volta ao Sossego, mão colada pra tirar atraso, até o acesso ao Tomba Pau, que também estava um quiabo! Outro trecho que não permitiu andar na média devido ao grande risco de perder o trilho dentro da mata e na descida do pasto. Na descida mais um espetáculo de habilidade por parte dos pilotos para permanecer em cima das motos.
Do bar do Pardal até o Edgar, mão colada pra novo desconto de atraso. Neutro no Edgar, porém, muitos pilotos tiveram que passar direto. Continuamos no estradão até o acesso à subida do Buracão. Este percurso estava tranqüilo, com piso formidável e permitindo andar na média.
A travessia do rio também contou com muitos ajudantes, orientando principalmente onde estava raso (ou menos fundo), pra evitar problemas nas motos. Algumas apagaram ali. Porém, a última trilha, o Escorrega, fez jus ao nome – um verdadeiro escorrega com média alta. De volta à Pousada, neutro para recuperar o ânimo.
Na segunda etapa, saída no roteiro de pasto dentro Pousada e estradão até a Mangueira. Subida muito escorregadia e difícil até o acesso à Matinha da Igrejinha, com trechos com muito barro - se parasse, não saía mais do lugar!
Antes do acesso à Matinha, ainda no pasto, torci meu joelho, porém consegui subir o último trecho, mais difícil, onde tinham outros ajudantes dando uma mãozinha importante!
A Matinha também estava um quiabo, porém um trecho mais tranqüilo.
O enduro seguiu descendo o Cacau e fez a trilha da Madeira no sentido de descida, voltando pelo estradão até a Pousada. Abandonei este trecho pois meu joelho já estava f...ora do lugar e poderia piorar!
Foi uma grande experiência para vários participantes, que mostraram muita raça e disposição terminando a prova (parabéns aos pilotos que não abandonaram!), mas fica uma sugestão que poderia ter sido apreciada – a confecção de uma planilha com tempo seco e molhado. As médias estavam perigosas para aquele piso e graças a Deus não tivemos nenhum acidente sério. Sugiro também que nossos pilotos locais utilizem os recursos de navegação, seguindo pelo menos a planilha, pois fará diferença quando rodarem em outros enduros fora de Campos.
Abraços e parabéns aos organizadores e idealizadoras desta excelente prova!
Ricardo Garcia (Mineiro) - Terratrilhas